de teu olhar escorre o silêncio,
quando ao abrir o escondes,
entre ruas estreitas,
húmidas no repetido amontoar,
de consciências viscerais,
tumultos carnais,
à sombra deste vulto rendido,
a quem chamaste segredo…

absorto em fragmentos de passado,
fios de luz espelhados,
na íris beijada,
a mim colada…

e acorda-me o pingar da solidão,
o trémulo sorriso de plástico,
onde tudo é tão pequeno,
apertado…
abafado…

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