Posted: June 12th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
na era dos cavaleiros,
vagueava execrado,
em trajes de puro desagrado,
enquanto sonhava a princesa,
e roía o sapato,
tiritava na neblina,
escorrer do anoitecer,
pelos negros tabiques desalinhados,
desse alguidar de peçonha,
leito de feno,
enxerga medonha,
escultura estéril,
árida à luz da candeia,
qual mel ofuscado,
consumido do nada,
na veloz estocada,
dessa aromática espada,
por tão bela dama,
manejada…
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 9.0/10 (1 vote cast)
Share on Facebook
Posted: June 4th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | 1 Comment »
saber quem sou,
para saber quem és…
peça delicadamente estudada,
de teimosia estruturada,
ao extrapolar de emoções,
abalada e encharcada,
em meu olhar de menino,
inocente, perdido,
neste orgulho ferido,
por traços marcados,
nessa face de açucar…
feliz…
dizes de ti com a certeza,
de quem sussurra pelo sol,
ao ouvido do mar…
triste…
digo de ti com a certeza,
de quem te fala ao coração,
sem palavras ou argumentos,
apenas doces memórias…
…
repouso num arrepiado aguardar,
recostado a este muro de pedras,
soltas, despegadas,
fortaleza do teu olhar,
temporário refúgio da alma,
de um sono naufragado…
…
queres um beijo de acordar?
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 7.8/10 (5 votes cast)
Share on Facebook
Posted: June 3rd, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
o que fazer?… interrogo…
ao ver-te passar,
caprichoso caminhar,
no percutir de estilhaços,
entre dúvidas arrastados,
por tão frios passos…
o que fazer?… interrogo…
entre frios estilhaços,
tão arrastados passos,
no percutir ao passar,
de dúvidas caprichoso,
por ver-te caminhar…
o que fazer?… interrogo…
no caprichoso percutir,
de estilhaços arrastados,
dúvidas ao caminhar,
por ver-te entre passos passar,
tão frios…
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 10.0/10 (2 votes cast)
Share on Facebook
Posted: June 2nd, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
sou do tempo a que chamo velho,
venho de longe,
onde nem teu olhar alcança,
onde és princípio e fim,
desse leque oriental,
vincado em nossas mãos,
agitado ao sabor dessa boca,
que me leva e me faz homem,
obeso de sentimentos,
pesado de chumbo e amargura,
inútil nessa auto censura,
que te propões apregoar,
ao rasgar das ondas do mar,
nos momentos de loucura…
VN:F [1.9.3_1094]
Rating: 10.0/10 (1 vote cast)
Share on Facebook