A Dama da Espada

Posted: June 12th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »

na era dos cavaleiros,
vagueava execrado,
em trajes de puro desagrado,
enquanto sonhava a princesa,
e roía o sapato,
tiritava na neblina,
escorrer do anoitecer,
pelos negros tabiques desalinhados,
desse alguidar de peçonha,
leito de feno,
enxerga medonha,
escultura estéril,
árida à luz da candeia,
qual mel ofuscado,
consumido do nada,
na veloz estocada,
dessa aromática espada,
por tão bela dama,
manejada…

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Beijo de Acordar

Posted: June 4th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | 1 Comment »

saber quem sou,
para saber quem és…

peça delicadamente estudada,
de teimosia estruturada,
ao extrapolar de emoções,
abalada e encharcada,
em meu olhar de menino,
inocente, perdido,
neste orgulho ferido,
por traços marcados,
nessa face de açucar…

feliz…
dizes de ti com a certeza,
de quem sussurra pelo sol,
ao ouvido do mar…

triste…
digo de ti com a certeza,
de quem te fala ao coração,
sem palavras ou argumentos,
apenas doces memórias…

repouso num arrepiado aguardar,
recostado a este muro de pedras,
soltas, despegadas,
fortaleza do teu olhar,
temporário refúgio da alma,
de um sono naufragado…

queres um beijo de acordar?

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Confuso

Posted: June 3rd, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »

o que fazer?… interrogo…

ao ver-te passar,
caprichoso caminhar,
no percutir de estilhaços,
entre dúvidas arrastados,
por tão frios passos…

o que fazer?… interrogo…

entre frios estilhaços,
tão arrastados passos,
no percutir ao passar,
de dúvidas caprichoso,
por ver-te caminhar…

o que fazer?… interrogo…

no caprichoso percutir,
de estilhaços arrastados,
dúvidas ao caminhar,
por ver-te entre passos passar,
tão frios…

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Obeso

Posted: June 2nd, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »

sou do tempo a que chamo velho,
venho de longe,
onde nem teu olhar alcança,
onde és princípio e fim,
desse leque oriental,
vincado em nossas mãos,
agitado ao sabor dessa boca,
que me leva e me faz homem,
obeso de sentimentos,
pesado de chumbo e amargura,
inútil nessa auto censura,
que te propões apregoar,
ao rasgar das ondas do mar,
nos momentos de loucura…

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