Posted: January 31st, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
mas porque fui obrigado a ficar…
quando na verdade queria ficar…
ficar só para te ver… e sofrer…
sofrer em expressões altivas…
nunca em mim… jamais…
quando o que vejo é tudo o que tenho,
e só isso me acalma…
disfuncional nas palavras de quem lê,
aleatório num tom de voz ferido…
simples no coração de quem sente!
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Posted: January 30th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
gosto da vida,
do meu mundo e do teu,
daquele travo de prazer,
do melancólico anoitecer
em cada verso uma pedra,
uma muralha do meu refúgio,
que és tu… poesia!
e sem querer sou efémero,
neste lúgubre espelhar,
de sentidos dipersos,
de loucura a latejar…
e tenho um sonho,
de um dia aqui morar,
nas entrelinhas do silêncio,
do segredo,
na eternidade por um momento…
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Posted: January 29th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
o que sabes tu de ti?
por que trapo te guias?
sua saltitante anomalia,
de regras pintada…
prisioneira da linha zero,
nessa redonda mimalhice,
de lamentos e amuos,
e ocultos dissabores,
de lama…
és desprezo que arranha,
e tendência excitante,
rebelde em mim,
e nos livros aos quadradinhos…
sua pistolinha amarfanhada,
nos fios de agilidade,
nos resíduos dormente…
e és um doce!
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Posted: January 28th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
és de beber!
sabes a mar e beijar,
diluir na amargura,
de um dia banal,
e sorrir…
sorrir como ninguém,
nesse teu desdém,
de musa arrebitada,
iluminada…
e minha mão na tua,
nesse quente arrepio,
de um leve vazio,
de menina que amua…
fosses tu a lua,
a luz da minha rua…
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Posted: January 23rd, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
fluxos errantes
nos trilhos do tédio…
mapas efémeros,
migalhas de vida,
iterações infernais,
padrões de saliva…
em binário verso,
na base do mundo,
inverso,
alheio,
imenso… intenso!
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Posted: January 21st, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
ah… este mundo e as voltas!
a peste e os sonhos,
amantes moribundos…
pesados desejos,
de ruínas de espuma,
velas de pó e remendos,
e cicatrizes de cinza,
em varinhas sem virtude…
neste vento de algas,
vendo meu fósforo,
e minha luz desvanece…
mente dormente,
que padece…
ah… estas voltas e o mundo!
arrepios e loucuras,
de gerações errantes,
de sereias ergonómicas,
e cogumelos,
a vermelho pintados,
num sarampo em surdina,
e beduínos em cascata…
ah… este mundo e as voltas!
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Posted: January 21st, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
traços de noite,
a nevoeiro e penumbra,
a cinza escondido,
na sombra de odores,
no metálico perfurar,
da cidade dormente,
perdida…
e és mais tu,
quando não és toda a gente,
na tua dança de olhares,
no teu calcar de silêncio,
perdido…
ouço a distância…
a longa soma dos medos,
e o paladar do teu tremer,
só eu sei entender,
adormecer…
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Posted: January 18th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
quais voltas desmaiadas,
e demais corropios,
sensuais, esguios…
quais tonturas e tonteiras,
animalescas brincadeiras,
exotismos elaborados,
requintados…
quero de ti um pedacinho,
os teus lábios e um carinho…
um sorriso vazio,
um olhar de neve,
frio…
um tricotar de dedos,
uma fita no coração,
uma tela de pêssego,
e ananás…
ah… que apetite voraz…
e desfazer-me na tua boca,
no teu corpo de refresco…
de sol e maracujá…
entre açucares e suores,
flamejantes sabores,
da raíz do teu prazer…
a cada verso do teu gemer…
na ternura do teu derreter!
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Posted: January 8th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
entras no mundo,
e riscas o mar…
envolves-te em nós,
qual alado enamorado,
entre espadas de marfim,
e sabores de cetim…
teces a lágrimas,
o chão que piso
a cada sorriso…
saboreias-me na distância,
à luz que nos une,
e sabes-me de cor…
desenhas a gestos e momentos,
mil rabiscos irónicos,
coloridos em tons trocistas,
e texturas desafinadas…
desalinhadas…
sabes de tudo e de nada,
a tudo e a nada…
do meu livro já gasto,
e destas páginas de pó,
viras duas e três,
e não lês… desafias-te…
entregas-te a ti…
a mim e ao mundo!…
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Posted: January 6th, 2008 | Author: ivosilva | Filed under: Uncategorized | No Comments »
brochuras de cor lavada,
pisadas…
amarfanhadas em tua doçura,
de rebuçado martelado,
e pé de vento e cimento…
amassado…
texturas de borracha,
de carbono irado,
e múmias amargas,
prematuramente colhidas,
esquecidas…
de liga na língua,
e calcanhar de metal,
bate menina,
esse arranhar infernal…
pum… toc…
toc…
rasga e lamenta…
oh… que tormenta alinhada…
pum…
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