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	<description>rascunhos alusivos a coisas... e a poesia!</description>
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		<title>És De Mim</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 01:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[palpita o vento lá fora, no tempo vadio de uma noite em claro, onde a chuva é o conforto dos sentidos, o leito de tão singular figura, tatuada a vestígios de língua, carne de sumo selvagem, fresca vertigem de amargura&#8230; amas com os lábios, quem não tem teu coração, e encerras-te na vida, entre boémias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
palpita o vento lá fora,<br />
no tempo vadio de uma noite em claro,<br />
onde a chuva é o conforto dos sentidos,<br />
o leito de tão singular figura,<br />
tatuada a vestígios de língua,<br />
carne de sumo selvagem,<br />
fresca vertigem de amargura&#8230;</p>
<p>amas com os lábios,<br />
quem não tem teu coração,<br />
e encerras-te na vida,<br />
entre boémias, encharcadas seduções,<br />
recônditos recantos de retalhos rasgados,<br />
e pequenas ilusões,<br />
desilusões&#8230;</p>
<p>és de mim ao acordar,<br />
ao adormecer&#8230;</p>
<p>és de mim sem querer!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Taciturno</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 23:59:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[de teu olhar escorre o silêncio, quando ao abrir o escondes, entre ruas estreitas, húmidas no repetido amontoar, de consciências viscerais, tumultos carnais, à sombra deste vulto rendido, a quem chamaste segredo&#8230; absorto em fragmentos de passado, fios de luz espelhados, na íris beijada, a mim colada&#8230; e acorda-me o pingar da solidão, o trémulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
de teu olhar escorre o silêncio,<br />
quando ao abrir o escondes,<br />
entre ruas estreitas,<br />
húmidas no repetido amontoar,<br />
de consciências viscerais,<br />
tumultos carnais,<br />
à sombra deste vulto rendido,<br />
a quem chamaste segredo&#8230;</p>
<p>absorto em fragmentos de passado,<br />
fios de luz espelhados,<br />
na íris beijada,<br />
a mim colada&#8230;</p>
<p>e acorda-me o pingar da solidão,<br />
o trémulo sorriso de plástico,<br />
onde tudo é tão pequeno,<br />
apertado&#8230;<br />
abafado&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Despertar da Velhice</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 00:57:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[o amanhã que o vento me traz, nesse obtuso esquadrinhar, esbarra em teimoso empecilho, de andar desengonçado, bruxuleante ternura, trémula doçura, que no suave derivar, de trilhos e fados alados, me carrega na velhice, no miolo da multidão, entre morrinha e tolice, o que foi que eu disse? perdido, achado, levemente enamorado, por quem fui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o amanhã que o vento me traz,<br />
nesse obtuso esquadrinhar,<br />
esbarra em teimoso empecilho,<br />
de andar desengonçado,<br />
bruxuleante ternura,<br />
trémula doçura,<br />
que no suave derivar,<br />
de trilhos e fados alados,<br />
me carrega na velhice,<br />
no miolo da multidão,<br />
entre morrinha e tolice,<br />
o que foi que eu disse?<br />
perdido, achado,<br />
levemente enamorado,<br />
por quem fui e não amei,<br />
por quem nunca voltarei,<br />
do mudo arrepio desse olhar,<br />
cansado de aqui morar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Dama da Espada</title>
		<link>http://ivosilva.net/?p=1</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 13:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[na era dos cavaleiros, vagueava execrado, em trajes de puro desagrado, enquanto sonhava a princesa, e ro&#237;a o sapato, tiritava na neblina, escorrer do anoitecer, pelos negros tabiques desalinhados, desse alguidar de pe&#231;onha, leito de feno, enxerga medonha, escultura est&#233;ril, &#225;rida &#224; luz da candeia, qual mel ofuscado, consumido do nada, na veloz estocada, dessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>na era dos cavaleiros,<br />
vagueava execrado,<br />
em trajes de puro desagrado,<br />
enquanto sonhava a princesa,<br />
e ro&iacute;a o sapato,<br />
tiritava na neblina,<br />
escorrer do anoitecer,<br />
pelos negros tabiques desalinhados,<br />
desse alguidar de pe&ccedil;onha,<br />
leito de feno,<br />
enxerga medonha,<br />
escultura est&eacute;ril,<br />
&aacute;rida &agrave; luz da candeia,<br />
qual mel ofuscado,<br />
consumido do nada,<br />
na veloz estocada,<br />
dessa arom&aacute;tica espada,<br />
por t&atilde;o bela dama,<br />
manejada&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Beijo de Acordar</title>
		<link>http://ivosilva.net/?p=2</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 11:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[saber quem sou, para saber quem &#233;s&#8230; pe&#231;a delicadamente estudada, de teimosia estruturada, ao extrapolar de emo&#231;&#245;es, abalada e encharcada, em meu olhar de menino, inocente, perdido, neste orgulho ferido, por tra&#231;os marcados, nessa face de a&#231;ucar&#8230; feliz&#8230; dizes de ti com a certeza, de quem sussurra pelo sol, ao ouvido do mar&#8230; triste&#8230; digo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>saber quem sou,<br />
para saber quem &eacute;s&#8230;</p>
<p>pe&ccedil;a delicadamente estudada,<br />
de teimosia estruturada,<br />
ao extrapolar de emo&ccedil;&otilde;es,<br />
abalada e encharcada,<br />
em meu olhar de menino,<br />
inocente, perdido,<br />
neste orgulho ferido,<br />
por tra&ccedil;os marcados,<br />
nessa face de a&ccedil;ucar&#8230;</p>
<p>feliz&#8230;<br />
dizes de ti com a certeza,<br />
de quem sussurra pelo sol,<br />
ao ouvido do mar&#8230;</p>
<p>triste&#8230;<br />
digo de ti com a certeza,<br />
de quem te fala ao cora&ccedil;&atilde;o,<br />
sem palavras ou argumentos,<br />
apenas doces mem&oacute;rias&#8230;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>repouso num arrepiado aguardar,<br />
recostado a este muro de pedras,<br />
soltas, despegadas,<br />
fortaleza do teu olhar,<br />
tempor&aacute;rio ref&uacute;gio da alma,<br />
de um sono naufragado&#8230;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>queres um beijo de acordar?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Confuso</title>
		<link>http://ivosilva.net/?p=3</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 16:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[o que fazer?&#8230; interrogo&#8230; ao ver-te passar, caprichoso caminhar, no percutir de estilha&#231;os, entre d&#250;vidas arrastados, por t&#227;o frios passos&#8230; o que fazer?&#8230; interrogo&#8230; entre frios estilha&#231;os, t&#227;o arrastados passos, no percutir ao passar, de d&#250;vidas caprichoso, por ver-te caminhar&#8230; o que fazer?&#8230; interrogo&#8230; no caprichoso percutir, de estilha&#231;os arrastados, d&#250;vidas ao caminhar, por ver-te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o que fazer?&#8230; interrogo&#8230;</p>
<p>ao ver-te passar,<br />
caprichoso caminhar,<br />
no percutir de estilha&ccedil;os,<br />
entre d&uacute;vidas arrastados,<br />
por t&atilde;o frios passos&#8230;</p>
<p>o que fazer?&#8230; interrogo&#8230;</p>
<p>entre frios estilha&ccedil;os,<br />
t&atilde;o arrastados passos,<br />
no percutir ao passar,<br />
de d&uacute;vidas caprichoso,<br />
por ver-te caminhar&#8230;</p>
<p>o que fazer?&#8230; interrogo&#8230;</p>
<p>no caprichoso percutir,<br />
de estilha&ccedil;os arrastados,<br />
d&uacute;vidas ao caminhar,<br />
por ver-te entre passos passar,<br />
t&atilde;o frios&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Obeso</title>
		<link>http://ivosilva.net/?p=4</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 11:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[sou do tempo a que chamo velho, venho de longe, onde nem teu olhar alcan&#231;a, onde &#233;s princ&#237;pio e fim, desse leque oriental, vincado em nossas m&#227;os, agitado ao sabor dessa boca, que me leva e me faz homem, obeso de sentimentos, pesado de chumbo e amargura, in&#250;til nessa auto censura, que te prop&#245;es apregoar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sou do tempo a que chamo velho,<br />
venho de longe,<br />
onde nem teu olhar alcan&ccedil;a,<br />
onde &eacute;s princ&iacute;pio e fim,<br />
desse leque oriental,<br />
vincado em nossas m&atilde;os,<br />
agitado ao sabor dessa boca,<br />
que me leva e me faz homem,<br />
obeso de sentimentos,<br />
pesado de chumbo e amargura,<br />
in&uacute;til nessa auto censura,<br />
que te prop&otilde;es apregoar,<br />
ao rasgar das ondas do mar,<br />
nos momentos de loucura&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Resto de Mim</title>
		<link>http://ivosilva.net/?p=5</link>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 12:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[n&#227;o quero ser todos, banal na generalidade do meu sexo&#8230; recuso uma vida j&#225; escrita, gravada e gasta na velha fita&#8230; e se nada me resta, resta-me o sorriso&#8230; ah&#8230; o sorriso&#8230; sorriso &#233; um doce que dan&#231;a no vento, rodopia no deslizar de minhas l&#225;grimas, ilumina os olhares mais distantes&#8230; sorriso &#233; um espelho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>n&atilde;o quero ser todos,<br />
banal na generalidade do meu sexo&#8230;</p>
<p>recuso uma vida j&aacute; escrita,<br />
gravada e gasta na velha fita&#8230;</p>
<p>e se nada me resta,<br />
resta-me o sorriso&#8230;</p>
<p>ah&#8230; o sorriso&#8230;</p>
<blockquote style="padding-left: 50px"><p>
	<em>sorriso &eacute; um doce que dan&ccedil;a no vento,<br />
	rodopia no deslizar de minhas l&aacute;grimas,<br />
	ilumina os olhares mais distantes&#8230;</p>
<p>	sorriso &eacute; um espelho da alma,<br />
	um desembrulhar de felicidade,<br />
	uma sombra sincera ao p&ocirc;r do sol&#8230;</p>
<p>	sorriso &eacute; tudo o que somos,<br />
	tudo o que temos e desejamos,<br />
	ref&uacute;gio da solid&atilde;o&#8230;</p>
<p>	sorriso &eacute;s tu&#8230;</em>
</p></blockquote>
<p>
e se nada me resta,<br />
restas-me tu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Artes Plásticas</title>
		<link>http://ivosilva.net/?p=6</link>
		<comments>http://ivosilva.net/?p=6#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 May 2008 17:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[p&#225;lidos tons penteados, nesta minha aguarela transl&#250;cida, suaves car&#237;cias e desejos, dicot&#243;micos sentimentos elaborados, numa pasta ardente, queimados&#8230; pinceladas at&#243;micas, agulhas de aborrecimento tricotadas, orgulhos avultados, e linhas cruzadas, afastadas&#8230; recortes de amor, picotado na paix&#227;o, no receio da desilus&#227;o, ir&#243;nica&#8230; barro harm&#243;nico, jasmim de carv&#227;o, duro&#8230; escultura de frio, gelado&#8230; distante&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>p&aacute;lidos tons penteados,<br />
nesta minha aguarela transl&uacute;cida,<br />
suaves car&iacute;cias e desejos,<br />
dicot&oacute;micos sentimentos elaborados,<br />
numa pasta ardente,<br />
queimados&#8230;</p>
<p>pinceladas at&oacute;micas,<br />
agulhas de aborrecimento tricotadas,<br />
orgulhos avultados,<br />
e linhas cruzadas,<br />
afastadas&#8230;</p>
<p>recortes de amor,<br />
picotado na paix&atilde;o,<br />
no receio da desilus&atilde;o,<br />
ir&oacute;nica&#8230;</p>
<p>barro harm&oacute;nico,<br />
jasmim de carv&atilde;o,<br />
duro&#8230;</p>
<p>escultura de frio,<br />
gelado&#8230;</p>
<p>distante&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Olhar Apagado</title>
		<link>http://ivosilva.net/?p=7</link>
		<comments>http://ivosilva.net/?p=7#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 11:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ivosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ela, de seu nome morte, tamb&#233;m chora do&#231;ura, mil &#225;guas de arrependimento, de um cru vazio de tudo, desertos do inverso ao mundo, do avesso a n&#243;s, em orif&#237;cios de negro vestido, c&#237;nico e veloz of&#237;cio, desta cruzada final, por t&#227;o desmedida palavra, ambiciosa eternidade, hoje em tua voz calada, pela cidade abafada, gastou-se em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ela,<br />
de seu nome morte,<br />
tamb&eacute;m chora do&ccedil;ura,<br />
mil &aacute;guas de arrependimento,<br />
de um cru vazio de tudo,<br />
desertos do inverso ao mundo,<br />
do avesso a n&oacute;s,<br />
em orif&iacute;cios de negro vestido,<br />
c&iacute;nico e veloz of&iacute;cio,<br />
desta cruzada final,<br />
por t&atilde;o desmedida palavra,<br />
ambiciosa eternidade,<br />
hoje em tua voz calada,<br />
pela cidade abafada,<br />
gastou-se em mim,<br />
afogou-se em ti,<br />
partiu rumo ao abismo,<br />
nesse olhar sem fim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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