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palpita o vento lá fora, no tempo vadio de uma noite em claro, onde a chuva é o conforto dos sentidos, o leito de tão singular figura, tatuada a vestígios de língua, carne de sumo selvagem, fresca vertigem de amargura… amas com os lábios, quem não tem teu coração, e encerras-te na vida, entre boémias, [...]
de teu olhar escorre o silêncio, quando ao abrir o escondes, entre ruas estreitas, húmidas no repetido amontoar, de consciências viscerais, tumultos carnais, à sombra deste vulto rendido, a quem chamaste segredo… absorto em fragmentos de passado, fios de luz espelhados, na íris beijada, a mim colada… e acorda-me o pingar da solidão, o trémulo [...]
o amanhã que o vento me traz, nesse obtuso esquadrinhar, esbarra em teimoso empecilho, de andar desengonçado, bruxuleante ternura, trémula doçura, que no suave derivar, de trilhos e fados alados, me carrega na velhice, no miolo da multidão, entre morrinha e tolice, o que foi que eu disse? perdido, achado, levemente enamorado, por quem fui [...]